Feeds:
Posts
Comentários

Archive for setembro \29\UTC 2010

Mais um ‘5 Sons na minha cabeça‘. Dessa vez com o Osmair, guitarrista da Terrible Force, banda paraibana de thrash metal que se apresentará dia 16/10 no evento ‘Algumas Horas de Insânia, Ato I‘ promovido pelo Elo Coletivo.

Foto por Rafael Passos.

Vamos aos sons do Osmair.

Normalmente eu demoro muito ouvindo um Play de uma banda,gosto de escutar diversas vezes e durante muito tempo. Nesses últimos dias eu tenho ouvido muito som velho, mas também mesclando com algo novo, buscando conhecer e entender as novas tendências de sons undergrounds. Vou começar a lista:

Excel – Image Split – 1987

Download

Esse Play é simplesmente FUDIDO. Crossover/Thrash muito bem feito e com uma qualidade monstruosa, quem não conhece ainda,digo com toda a certeza que irão gostar. Toda vez que escuto sinto vontade de correr e quebrar tudo!

Uzômi – Uzômi – 2008

Preciso falar mais alguma coisa? Esses escrotos cariocas estão em um nível muito alto em relação a composição e apresentação (quem foi no show sabe do que eu estou falando). Os brothers cariocas destilam um Crossover rápido e sem frescurinhas com Riffs muito bem elaborados, uma verdadeira resistência a essa febre de “coletinhos” que rola hoje em dia! Hail pros cahaceiros da Uzomi, Hail Brasil!

Terrorizer – World Downfall – 1989

Download

Álbum ícone do Death Metal Old School,com algumas levadas bem HC e um pouco de Grind, esse Play alegra os meus dias e me influencia muito na composição de novos Riffs.

Cranium – Speed Metal Sentence – 1999

Download

Banda sueca de Speed/Thrash, quem nunca ouviu achará estranho as linhas de vocais(parece uma tia brigando com um sobrinho). No todo,é uma banda que no meio Underground do Metal (entenderam aew?) é muito respeitada. Esse Play é bem interessante e em toda faixa,na introdução rola uma historinha antes como já é marca registrada dessa banda. Muito boa,se puderem…confiram!

Sepultura – Beneath the Remains – 1989

Download

Álbum referencia MUNDIAL (muitos gringos pagam pau pra esse álbum), sempre está na minha lista de Plays, pra mim foi o melhor álbum de Heavy Metal ou Metal no geral que o Brasil já fez. Nenhuma outra banda do Brasil vai conseguir chegar no status que o Sepa chegou com esse álbum.hahahha os caras do Slayer eram putos com o Sepultura porque eles tinham que abrir show pro Sepultura nos EUA na época desse álbum(chuuuuuuupa seus gringos).

Terminei minha lista, espero que tenha agradado a alguns!  Heheh  e a Terrible Force espera a presença de vocês no Evento Algumas Horas de Insânia da Elo Coletivo que vai rolar dia 16/10 em Moreno.

Stay Heavy Ever

Read Full Post »

Primeiramente gostaríamos de agradecer a todo mundo que vem acompanhando o blog, e dizer que estamos preparando algumas novidades que serão postadas em breve, como textos (sobre diversos temas), resenhas de CDs e, o mais legal de tudo, os eventos.

Pra mais um ‘5 Sons na Minha Cabeça’ convidamos o camarada Éderson José, conhecido aos milhares como Chapolla. O mesmo é baterista do trio paranaense Nevilton, que além de muito conhecidos pelo seu carisma e energia no palco, foram apontados pelo jornal O Globo como a grande novidade da cena indie do Paraná, além de boas críticas na Rolling Stone Brasil e diversos outros meios. O grupo possui um EP chamado ‘Pressuposto’ que pode ser baixado gratuitamente no site da banda.

Vamos as dicas do Chapolla:

Olá! tudo legal aí?!

Bom me pediram pra que falasse a respeito dos discos que venho ouvindo ultimamente, pra ser mais preciso, na última semana. Pois então vamos lá! Vou tentar resumir em 5 discos tudo o que ouvi nessa semana!

Quees Of the Stone Age – Songs for the Deaf

Download

O primeiro é o disco do Quees Of the Stone Age chamado “Songs for the deaf”, com Dave Grohl na bateria. Com esse álbum a banda recebeu boas críticas e até o status de salvadores do Rock.

Misfits – Project 1950

Download

A seguir vem o disco do Misfits, intitulado “Project 1950”, ele consiste em covers de rock principalmente da década de 1950 e 1960. Este álbum marca a estréia do baixista Jerry Only como vocalista da banda e conta com Marky Ramone na bateria e percussão! Coisa fina ouçam! =D

Shelter – Mantra

Download

O terceiro é um disco que eu ouço há uns 3 anos, direto, ininterruptamente, do início ao fim. Se chama “Mantra” da banda Shelter, tratando de assuntos como: Problemas da Civilização e também falando sobre a filosofia Hare Krishna. Um disco formidável com linhas de bateria bacanas!

Otto – Certa Manha Acordei De Sonhos Intranquilos

Download

Agora vamos pisar um pouco em solo nacional e falar de um álbum que eu estou ouvindo demais, do grande Otto, o nome é: “Certa Manha Acordei De Sonhos Intranquilos” e produzido por: Fernando Catatau, da banda cidadão Instigado. Tirando de lado a temática triste, em que Otto fala sobre dor, perda e fim de relacionamento, os timbres desse disco vem para acariciar os ouvidos de quem gosta de música bem feita.

Leptospirose – Mula-Poney

Download

E por último um disco de uns brothers de Bragança Paulista-SP: Quique Brown e sua trupe, a Leptospirose, com o “Mula-Poney” que eu diria que é uma porrada sonora, salientando as linhas de baixo do grande Velhote, que eu acho sensacionais. Tivemos o prazer de fazer uma pequena tour com essa galera firmeza! Até ganhei um “nickname”, não é Quique?! haha… piadas internas a parte, ouçam e batam a cabeça!

Bom, espero que possam apreciar esses discos.

Não deixem de visitar: www.nevilton.com.br

Grande abraço à todos!

RRRRock!

Read Full Post »

Esse ‘5 sons na minha cabeça’ é duplo. Dessa vez conta com as dicas do Fábio Mozine e Aline Myrtes. O Mozine dispensa apresentações, né? Figura carimbadíssima do Hardcore nacional, integrante de bandas como Mukeka di Rato, Os Pedrero e Merda, além de dono da gravadora Laja Records.

E a Aline é guitarrista da Noskill, banda também bastante conhecida por todos nós.

Então, deixando as apresentações de lado, vamos ao que interessa, as dicas de som.

Mozine:

Adelino Nascimento Volume 1

Sempre ouço e sempre ouvirei esse disco de cabo a Rabo.  Significa o mesmo que o primeiro do Ramones significa pra mim.

Teengenerate – Savage

Mixagem porca mas eu gosto!

Os Pedrero – Pin up Gordinha – ep

Soh estou escutando esse disco porque eu mixei e estou conferindo, gostei, bem sujo mas com tudo audível.

[PS: Não encontramos na rede essa música ou EP pra download]

Nofx – ribbed

Achei esse cd aqui apodrecendo e comecei a escutar tb, mixagem linda, soh clássico.

The Blue Hearts – Linda Linda

Fui mostrar a música Linda Linda pra minha namorada e redescobri como esse bagulho é maravilhosamente bom, é o The Clash do Japão.

Aline Myrtes

Bem, ultimamente eu tô ouvindo músicas bem aleatoriamente, são poucos os álbuns que estou absorvendo por completo… Vou falar dos cinco álbuns que tenho escutado com frequência e que me chamaram muita atenção nos detalhes, nos instrumentais e naquelas sacadas que quando a gente escuta fica pensando como alguém pode pensar em criar uma parada tão agradável de se ouvir! Ressaltando que na minha lista tem um pouco de tudo e pra todos os gostos!

OS REIS DA COCADA PRETA – 2010

Os Reis da Cocada Preta é uma banda paraibana, da minha terra (João Pessoa) e que está na ativa desde 2006, eu já tinha curtido muito o primeiro trabalho da banda que carregava umas letras interessantes e um estilo próprio de riffs através da pegada deles, que é uma pegada bem alternativa. Recentemente lançaram seu mais novo EP, que tá bem diversificado, tem letras que abordam críticas sociais e também que falam de sentimentos, tem músicas intimistas e outras com gás de sobra… destaque para as músicas “Pessimismo”, “Memorável Encontro” e “Esse é o meu País”. Segue o link pra quem quiser dar uma sacada!

TAKE OFF THE HALTER – We Took Off (2009)

Sou suspeita pra falar dessa banda, juro que desde a primeira vez que ouvi o álbum “We Took Off” viciei completamente. Esse é o tipo de cd que você te estimula pra querer correr em um belo dia às 9 horas da manhã diretamente em contato com o sol! Tem uma característica que eu gosto muito, um hardcore e uma pegada punk marcada com quedas pesadas na melodia, um vocal bom de se ouvir, bateria trabalhando com a guitarra… É uma banda que surgiu recentemente, os meninos são muito jovens, estão a pouco tempo na caminhada e já abriram vários shows pra bandas consagradas como NOFX e No Fun At All. Destaque para “The Parable of Paul Tadpole”, “Gas Chamber” e “We Took Off”.

NEVILTON – Pressuposto (2009)

Nevilton é um trio Paranaense que vi e ouvi pela primeira vez no Grito Rock desse ano, aqui mesmo em João Pessoa. É um som que não dá pra identificar na primeira vez que se ouve, foi assim comigo, um certo dia parei pra ouvir o cd de verdade e percebi coisas que não havia absorvido na primeira impressão, tinha curtido muito a presença de palco deles, que realmente é instigante!  Bem, o me chamou atenção de fato foram as pegadas de guitarra desse cd, cada música um mundo, pura criatividade! O EP “Pressuposto” é o mais novo trabalho deles, é um estilo de som bem diferente, ou seja, ame-o ou deixe-o. Destaque para: “O Morno”, “Vitorioso Adormecido” e “Pressuposto”.

THE STROKES – Is This It (2000)

Agora se trata de um clássico, pelo menos pra quem gosta de um rock de garagem, bem feito e e enérgico!  Acho que esse é um cd pra relaxar, ficar de boa, empolgar pra viver o dia, os riffs de guitarra simples é que dão uma sensação interessante, este cd foi eleito o melhor da década de 2000. O primeiro disco de uma banda geralmente sempre parece soar melhor, menos pretencioso e talvez por isso fique tão bom, isso acontece com várias bandas, é o caso do Strokes. Desconsiderando a música “Last Nite” que não curto muito porque é enjoada, o resto do cd eu adoro, todas as músicas tem a essência simples da banda. Vale a pena!

CPM 22 – Cidade Cinza (2007)

Sem pré-julgamentos!!! hahaha Me surpreendi com esse cd, desde que a banda pegou essa “vertente rádio” eu não a acompanhava mais. Porém, tinha esse cd engavetado no PC, peguei um dia pra ouvir e descobri que eles merecem minha consideração, mesmo contendo 80% de letras baseadas nos sentimentos! Existem duas músicas muito interessantes, destaque para as letras e vocal de duas músicas, são elas: “Tempestade de Facas” que tem uma pegada pesada/meio grunge e “Maldita Herança” que tem a pegada punk da banda um pouco mais agressiva.  Eles tão pra lançar cd novo esse ano, uma galera considerada tá ajudando a produção, exemplo é Phil do Dead Fish e Farofa do Garage Fuzz que vai criar a arte do cd! Tô esperando o resultado!

Finalizando…

Esses são os discos que tenho ouvido ultimamente e espero que vocês curtam pelo menos um destes! Abraço pra todo mundo e pra Gustavo pelo convite!

Foi um prazer!

Read Full Post »

Mais uma da série de dicas sobre o que ouvir que nós, do Elo Coletivo, estamos propondo para que alguns roqueiros dêem a vocês, leitores do blog. Dessa vez, conversamos com Daniel Avelar, guitarrista da banda carioca Plastic Fire sobre os sons que ele anda ouvindo. Pra quem não conhece, a Plastic Fire existe desde 2006 e está com seu novo CD prestes a ser lançado. Sem contar que em Janeiro/2011 a banda estará pisando em solos nordestinos em sua primeira tour. E pra dar um gostinho de quero mais, os caras lançaram, há alguns dias, o single “O Preço de Ser Impessoal” que pode ser baixado gratuitamente.

Portanto, segue a lista dos últimos discos mais ouvidos pelo Daniel:

Lowtalker – People Worry About Everything (2010)

Download

Banda nova formada por membros do  Misery Signals e Comeback Kid. O som é bom d+! Se você gosta de Polar Bear Club, Hot Water Music que nem eu, baixe agora!

Shai Hulud -That Within Blood III – Tempered (2003)

Download

Banda sensional que o falecido (e único) Colligere teve a idéia de, digamos “chupar”! Melódia, técnica e peso tudo junto!

Chuva Negra – Terapia (2010)

Download

Bom, eu e a metade da torcida do Flamengo, estamos viciados no som dos caras né rs! Pq é bom, e ponto final!!! Se você não gostou, bom sujeito VOCÊ não é! Sinceridade, Melodia e LETRA! Grandes (grandes mesmo) amigos, ótimas pessoas, uma linda banda!!! Melhor CD do ano, até agora, na minha humildade opinão!

Twinpine(s) – Niagara Falls (2010)

Download

Tive o prazer de tocar com essa banda, em umas das passagens do Plastic Fire, esse ano em SP! Na ocasião, eles abriram a noite, e cai de cara com o show, com o som, com tudo!
Umas das boas revalações desse ano!

Bodyjar – Bodyjar (2005)

Download

Sempre escutei falar muito bem dessa banda, mais sempre tive preguiça de baixar! Devido aos bons argumentos do amigo Helinho (ex Food4life, atual Questions), procurei + sobre a mesma! O som é muito bom, aliás, tem bastante coisa boa do outro lado do mapa! Um ”viva” a Austrália!

Read Full Post »

No dia 28/05/2010 o Iraq gritava ao som de Pólvora, Dialeto e outras: primeiro show organizado pelo Elo Coletivo, com uma força dos nossos amigos do Coletivo HR. Tour Nordeste da banda carioca Zander. Banda essa, que já começou com certa projeção devido os seus membros serem figuras carimbadas da cena hardcore nacional.

Com apenas pouco mais de 1 ano de banda, 2 discos lançados e muita história pra contar, conversamos com o Léo Mitchell, baterista, sobre projetos futuros, turnê, CD novo, e diversos outros assuntos. O resultado vocês conferem à seguir.

Elo – Quando se fala em Zander, a primeira coisa que se remete é ao Noção de Nada e Dead Fish por que o Bill e o Phill integram ou integraram essas bandas. Porém, não menos importantes, os demais integrantes da banda fizeram ou fazem parte de outros projetos. Falem sobre esses outros projetos, qual a importância deles e o que acham dessa alusão?

Léo Mitchell – Acho bacana a galera que se interessa em ouvir os outros projetos de uma banda, assim como eu sempre fiz com bandas que eu gostei. Todas essas bandas e projetos tiveram um papel importante na vida de cada um e isso é o que importa de verdade. Marcelo tocou muitos anos na A Sangue Frio. Acho que vale falar também da Yun Fat, Jonas e Hoje Você Morre. Foram bandas que ele tocou que eu gostei. A primeira banda que tive com ele foi a Viver Mata. O Sanfona tocou no Dirty Shoes (ele é o cabeludo na foto do encarte do disco), no Discoteque (junto com o Bil), Nipshot e no Noção de Nada. Sanfona participou ativamente da ultima formação do Noção. Gravou o Sem Gelo e fez todos os shows divulgando o disco até o ultimo show da banda. Tocamos juntos como back up band do Malni até o final do ano passado. Bil tocou no Melissa que fez uma fita demo que ouvi muito quando moleque. Antes de me mudar pro Rio eu tinha gravado dois EPs com o Zackarias Nepomuceno.

Elo – O primeiro disco da banda [Em Construção] foi lançado em SMD. Qual a experiência da banda com esse material? O próximo CD vai sair no mesmo formato?

Léo MitchellO SMD é uma puta idéia pra um EP. Eh bem feito, relativamente fácil de fazer e barato. Só precisa de disposição e um pouco de grana. Foi a melhor opção pro EM CONSTRUÇÃO. O JÁ FAZ ALGUM TEMPO só não saiu em SMD pq estávamos realmente com a grana curta. O próximo é um discão com 11 musicas. Leo Vilas fez uma arte arrebenteira e resolvemos prensar um disco como nos velhos tempos. Vai sair pela MANIFESTO DISCOS.

Elo – No começo desse ano vocês fizeram uma turnê aqui pelo nordeste, inclusive nós, do Elo Coletivo, que organizamos as coisas aqui por Recife. O que acharam daqui, qual a impressão que tiveram e principalmente: pretendem retornar para divulgação do próximo trabalho?

Léo Mitchell – Pretendo retornar sempre. Já tenho muita historia pra contar daí e guardo elas com bastante carinho.

Dessa ultima vez, um pouco antes de chegarmos a Maceió, paramos pra tirar água do joelho e me informaram que seria mais rápido se pegássemos a estrada pela praia em direção a Recife. Eu tava sem carteira de motorista e era minha vez de ser o motora. Ainda abri uma cerva e fui pro volante feliz achando que chegaria logo logo. Resultado, a estrada era pior e mais demorada e foi culpa minha chegarmos em cima da hora no show (foi mal aê). Mas o show não poderia ter sido melhor. Foi o primeiro da tour e todo mundo tava bem animado. A recepção da galera e a atenção de vocês do Elo Coletivo foram 100%. Aquela festa depois do show que rolou o Matalanamão foi doida demais. E o café da manhã no dia seguinte foi o meu melhor café da manhã do ano até o presente momento.

Elo – Na internet rola um mini documentário sobre a história da banda, já saiu também um teaser sobre a tour na região sul. Vai rolar também alguma coisa parecida da tour aqui no NE?

Léo Mitchell – Tentamos sempre registrar tudo. No caso da tour no Sul desse ano e a do NE o grande Venâncio Filho (@kindacore) acompanhou a gente nessa função de amigo / fotografo / camera man / e outras coisas mais. Então tem muito material com ele do NE e espero que ele consiga um dia, se o trampo dele permitir, editar tudo isso. Quem sabe mais pra frente não tiramos um tempo pra editar tudo e lançar um DVD dessas tourz.

Elo – Como é a frequência de ensaios/ produção/ shows da banda, já que o Phill não mora no RJ?

Léo MitchellOs ensaios e shows rolam naturalmente. A maioria sem o Phil. Infelizmente faz tempo que não temos o Phil junto. Mas é uma questão de agenda e compromissos. Por enquanto vamos tocando, ensaiando e gravando sem ele e assim que pintar uma oportunidade com ele certamente vamos nos divertir pra valer.

Elo – (Gustavo) Li uma resenha, ou coisa que o valha, sobre vocês, e a pessoa que escrevia caracterizou a banda como um ‘mosaico sonoro’. Como vocês definem o som que a Zander faz?

Léo Mitchell – O som é rock. As vezes da vontade de fazer algo mais pesado, as vezes algo mais rápido, as vezes algo mais brasileiro, as vezes canções e baladas. Mas é tudo rock no final. O que não muda é a atitude do it yourself e o grande foda-se pra tudo que ficar atrapalhando no caminho.

Elo – Quais os novos projetos da banda? O que planejam para o futuro?

Léo Mitchell – Acabamos de gravar o disco novo, o BRASA. O lançamento virtual vai ser dia 15 agora de Setembro no Trama Virtual. Em Outubro vai rolar os lançamentos aqui no Sudeste. A idéia é conseguir rodar bastante com o disco novo até o final do ano.

Elo – (xMagox) É inegável a transformação do cenário musical e cultural como um todo a partir do impacto causado pela internet, como a Zander faz uso dessas ferramentas? O que vocês enxergam de retorno disso?

Léo Mitchell – Resolvemos grande parte de tudo através da Internet. Shows, contato com a galera que acompanha a banda, divulgação de trampos novos, venda de merch. Enfim, usamos pra caralho a Internet. Eu fico feliz que a Internet existe e que quase tudo que fazemos nela é gratuito. Se não fosse de graça teríamos que achar algum outro jeito de fazer as coisas. Talvez o mundo fosse melhor sem a Internet. Mas isso já é papo de outra pergunta.

Elo – (Gustavo) Se puder e/ou quiser, indique alguma banda nova nacional que, na sua opinião, mereça ser ouvida.

Léo Mitchell – Indico o Plastic Fire, o Avec Silenzi, e o StripClub. São bandas que eu acompanho de perto aqui no SUPERFUZZ e posso dizer que são bandas de verdade.

Elo – O que você acha do atual momento do rock nacional? Tanto com relação as novas bandas e qualidade das mesmas. Quanto a estrutura de shows [se melhorou], o pagamento de cachê, etc.

Léo Mitchell – Vou falar do atual momento do rock “underground” nacional que eu vivo. Porque sei que existem outros undergrounds. Mas o que eu circulo ainda é difícil pra caralho de se manter. É mó trabalheira do caralho, é muita correria. E se você bobear sua noite vai pro caralho e fica aquele gosto de tempo perdido na boca. Por isso meu amigo, tem que ralar muito pra deixar o mundo mais parecido com aquela idéia na sua cabeça. Mas não tenho do que reclamar. To feliz pra caralho com tudo.

Elo – (xMagox) Além da banda de do Superfuzz que é mais conhecidinho, com o que mais os membros do Zander são, ou já foram, envolvidos: zines, distros ,coletivos?

Léo Mitchell – Alem do estúdio SUPERFUZZ, temos a MANIFESTO DISCOS que é um selo / loja virtual que esta crescendo aos poucos e com novos lançamentos já engatilhados.

Elo – Valeu! É sempre bom conversar com pessoas que de certa forma servem de referência para tudo o que acreditamos e além de tudo nos ajudaram a ser quem somos. Esperamos vocês em breve por aqui novamente. Pode falar o que quiser, o espaço é seu…

Léo Mitchell – Valeu demais o espaço aqui!  Espero vê-los em breve também! Grande abraço!

Read Full Post »

O Elo Coletivo se importa com aquilo que as pessoas andam escutando por ai, ao menos um pouco, portanto de agora em diante estaremos de tempo em tempo trazendo 5 dicas do que ouvir. Dicas estas dadas não por nós e sim por aquelas pessoas que estão por dentro, que sabem separar o que vai pro lixo e o que fica na alma. E pra este primeiro post com dicas convidamos Luiz Manghi, da banda pernambucana Love Toys que provavelmente é conhecida por todos vocês, pra dizer um pouco o que ele anda ouvindo atualmente.

Luiz

Eu costumo ouvir BASTANTE uns dois ou três discos por semana, alguns até estendo por outra ou até outras semanas, quando o disco é muito foda e eu não consigo sair de casa sem colocar ele pra rolar no MP3 Player. Sabe, aqueles dias que você não tem dúvida do que quer ouvir. Pois bem, aqui o lance é apontar 5 discos que estou escutando muito atualmente e esse blog aqui é de punk, hardcore, essas coisas, né? Beleza. Então vou dizer aqui uns cinco discos dentro desse nicho que escutei bastante nos últimos, sei lá, um ou dois meses. Segura!

The Vibrators – Pure Mania (1977/78)

O Vibrators é um dos expoentes máximos do início do Punk, da classe das bandas que não tinham a temática das letras baseada em questões políticas e/ou sociais. O lance aqui era dizer coisas do tipo: “oh, seus olhos são tão bonitos e as roupas que você usa são demais!”. Esse disco tem várias faixas que não fariam feio em nenhuma pista de dança por aí. Pra você ter uma ideia do que está perdendo, se ainda não conhece a banda, eles já foram banda de apoio de Iggy Pop em uma turnê britânica em, tchanraaan, 77!

Download

The Saints – (I’m) Stranded (1977)

Mais um do fim dos 70’s. Ô época filha da puta! Com esse disco o The Saints chega pra colocar mais lenha na fogueira quando o assunto é “onde nasceu o punk rock?”. Os caras são australianos e gravam essa bolacha no fim de 1976! E aí? Ramones, Pistols ou Saints?! Discussão besta, mermão. Tinha que acontecer nessa época aí, seja em qualquer lugar do mundo, ou não aconteceria nunca mais! Esse disco tem uns sons com pegada mais rock ácido, tipo Stooges assim, mas tem umas faixas que já remetem a riffs básicos do punk rock. E, como deve ser em todo bom disco, tem uma balada também!

Download

The Rezillos – Can’t Stand The Rezillos (1978)

Caralho. Juro que esse é o último dessa época. Rezillos. Se você toca baixo e tem uma banda de punk rock, escute esse disco e reproduza todas as linhas de baixo na sua banda! Faça isso e será recompensado! Esse disco é matador, dançante pra caralho e bem tocado mais ainda. Ainda tem dois vocais foda: um cara, com uma voz mais ácida, meio rouca, e uma mina com uma voz meio “clássica”, sei lá, limpinha, afinada, harmoniosa. Esses bastardos são escoceses! Dá pra tu?! Mais lenha na fogueira, bicho.

Download

Zero Boys – Vicious Circle (1982)

Vamos pra casa dos 80’s agora. E as coisas começam a acelerar, mas o Zero Boys ainda carrega muito do ‘ranço’ 77 em algumas músicas. Outras já mostram o lado mais hardcore mesmo da banda, numa linha meio Dead Kennedys. Esse disco é foda alternando essas duas vertentes que influenciam a banda. Quando você escuta esse álbum fica se perguntando “como não conheci isso antes?!”. Vai em frente e me diz se to mentindo!

Download

D Generation – No Lunch (1996)

Um pouquinho de história não faz mal a ninguém. Jesse  Malin, vocal desta banda, foi fundador da Heart Attack, tida como uma das, se não a primeira banda de hardcore, ali pelo começo dos anos 80. Mas aqui o lance é outro. Passado cerca de 10 anos, ele forma a D Generation com uma proposta sonora diferente. As influências que saltam à vista são o punk, claro, mas também rock’n’roll e até glam, mais pelo estilo de vocal dele na banda.

Download

Encerro aqui esse meu post com algumas dicas de som e, claro, o link pra os que se interessarem, porque serviço só presta se for completo! Espero que curtam aí os sons. Agradecer ao Mago pelo convite e aproveitar pra parabenizar ele e Gustavo pela iniciativa do Blog e do Coletivo. Massa! Qualquer coisa tamo aí!

Read Full Post »

Energia, velocidade, raiva e uma noção de mundo destilada numa sólida crítica social. Isso é o que você vai encontrar quando por pra ouvir o som desses caras. A Todos Contra Um é uma das bandas novas do cenário nordestino que traz consigo o gás e a vontade de por a coisa pra frente. Entre muita risadagem e digressões um dia desses rolou esse papo com Fura (guitarra) e João (baixo) via MSN. A compilação da coisa toda você lê aqui no que nós estamos chamando de primeira entrevista do Elo Coletivo.

xMagox

Alguns membros da banda já participaram de projetos juntos antes desse, como surgiu a Todos Contra Um?

Furaxxx

É acho que em 2005, 2006 por ai, Diego e Alan tocavam em uma banda de MetalCore chamada Unity. Essa banda acabou pelo final de 2006, não lembro a data exata. Eu morava em Recife e vim morar em Natal em fevereiro de 2007, ia pros ensaios do Silvia Saint vs Rocco… acabou que a guitarrista saiu e eu entrei. Eu, Diego e Alan bem antes do TCU ja tivemos banda e tal juntos. Como também hoje temos o Sailor Edge que é eu, Diego e Alan. E eu e alan também outra banda paralela a isso tudo com Brunno vocal do Dead Funny Days e Jão tem uma banda ai pra tocar e se vestir igual ao turbo negro. (risos)

João

Antes de conhecer os caras eu ainda não tinha tocado com nenhum deles, mas a mim esse projeto surgiu a convite de Diego, que me chamou pra fazer algo bem diferente do que a gente tá tocando agora. Era pra um som mais melódico e tal, inclusive Alan tava nesse rolé também, mas acabou que isso não deu certo, então chamamos o Fura, já rolou ensaio e surgiu o Todos.

xMagox:

Eu cheguei a ver um show da SSvR e baixei a Sailor Edge…

Furaxxx

Caralho era legal…. era (risos) sei lá!

xMagox

E como estão os outros projetos hoje em dia?

João

Como Fura disse: eu tenho esse outro projeto mais rock’n’roll, que a gente tira uns covers do Turbonegro. Mas já planejamos fazer coisa própria. Mas eu to com algo só como projeto de janela de msn ainda pra tirar um grind du mal e além disso talvez ainda role uma banda indie ae. O que eu queria era só um pouco mais de tempo e criatividade pra dar conta de tudo. (risos)

Furaxxx

Bem: o Sailor Edge tá parado daquele jeito de sempre, mas esse mês estaremos gravando um novo ep chamado “Bons Ventos”. Pelo que temos conversado de letras, musicas e tal e até mesmo influencias; que tá meio que uma salada de gêneros, pra cada um vai seguir na linha hardcore old school/melódico com letras no mesmo estilo sobre mar, navios, sol, praia, gaivotas, sereias… e tal. Já a outra banda nova é: Eu baixo e vocal, Brunno bubú, vocal e guitarra e Alan bateria. É uma parada mais Agent Orange, Dinossaur jr. por ai. Bandas de power trio. Temos umas musicas já e o nome não decidimos, tá entre 2 ai; o que vocês acham: I shot the Xerif ou Money Changes Everything? (risos)

xMagox

Bem, isso eu não vou responder. (risos) Mas fico feliz em saber que vem mais coisa do Sailor Edge por ai. Só não entendo de onde vocês tiram essa lombra de mar.

Furaxxx

Essa lombra de mar (risos). É mais pelo fato da gente curtir muito essas coisas de mar, hardcore, tatto old school etc. A gente teve essa idéia na casa de Bilico que é o guitarra. Na mesma hora já fui anotando no celular umas coisas que vinham na cabeça e ai saiu a letra de “A tempestade”. Daí foi (risos)

xMagox

Além da banda, alguns dos membros são do coletivo Chuva Negra: podem falar um pouco sobre ele?

João

Bem, a raiz do coletivo surgiu em 2008. Acho que com a idéia do Diego e Bilico pra vender rangos em shows. Era o Vida Vegan, acho; algo assim. Mas sobre essa época eu não sei me aprofundar mais. O Bilico teve que viajar, então como já rolava o TCU o Diego resolveu chamar a gente pra continuar vendendo rango nos shows, isso no fim de 2008 ainda. Colocamos o nome de Chuva Negra. Conseguimos juntar uma grana e fizemos o primeiro rolé: que foi o show do Vivenciar, no inicio de 2009 já, com ajuda do Coletivo Noize. Depois disso continuamos só com os rangos pra arrecadar a grana que a gente investiu.

Tem uma lacuna que vai ficar de meados de 2009 até novembro/dezembro que não consigo lembrar se rolou algo importante com o coletivo. Mas daí em novembro acho, ou um pouco antes, Shilton mandou um email pra a gente com uma idéia que ele tinha recebido de alguém que não me lembro, sobre algo como criar um eixo de coletivos no nordeste pra fazer a cena HC dar uma revivida boa, acho que resumidamente era isso. Adiantando mais um pouco: a gente marcou uma reunião pra criar o coletivo em si e ver as ações que a gente ia fazer, isso em dezembro, daí rolou o 1º Subvercine. Fizemos mais um show em parceria com o Coletivo Noize e depois um solo, do Discarga; que foi uma façanha pra a gente.

E tamo aí com umas idéias bem bacanas pra mais ações. Tá precisando dar uma complementada ainda em relação aos objetivos, de divulgar a idéia vegetariana/vegan, trazer uma consciencia sobre a situação do mundo e essas coisas legais que todo mundo, interessado e envolvido com algo de bom na vida, curte.

xMagox

Voltando à banda: de onde e por que veio a idéia de batizar como Todos Contra Um, Não soa muito pessimista, há algum significado pra isso?

Furaxxx

(Risos) O nome foi dado quando a gente tava montando a banda naquela vibe melódica e uma das bandas que influenciam agente é o O Inimigo (SP). A gente pegou o nome de uma dos cds deles (que na verdade é um vinil 7 polegadas) chamando Todos Contra Um. O nome caiu bem com o som e com a proposta que não deu muito certo. Até que tudo ficou agressivo: o som e as letras ficaram mais agressivas do que já eram. Acabou que o nome encaixou melhor ainda ao som, ficou com um significado que pra mim é a coisa mais real de todo mundo que faz hardcore, punk e etc:. Todos Contra Um, todos lutando contra o um sistema.

João

Significa muita coisa, pode ser bem abrangente. Eu to falando isso porque não é o sentido original que deveria ter, mas se juntar o que cada membro da banda falar: vai ser tudo quase o mesmo. Até mesmo a citação do álbum do O Inimigo. O mundo que a gente vive é uma constante batalha, seja contra grandes corporações privadas ou governamentais, mas tudo vai ter um caráter de relativa injustiça com uma classe, ou um grupo “renegado”, até porque esse “Um”, pelo menos ao me ver, não significa singularidade mas sim um conjunto de idéias, pensamentos, atitudes que giram em torno de um mesmo eixo: mudar, ou ao menos tentar, essa injustiça que a gente vive.

xMagox

Em uma das vezes que estive por ai pude conferir um ensaio da banda, com um bocado de sons novos: algum plano pra gravar isso tudo?

João

Sobre esses sons novos a gente tá só esperando fechar umas 15 músicas, ou quase, e entrar em estúdio, mas acho que isso vai ficar mais pro fim do ano. Os caras vão gravar primeiro o Sailor Edge, acho, e isso acaba pesando um pouco no bolso, no entanto a gente vai dando um jeito. Creio que daqui pra no máximo janeiro de 2011 tem coisa nova na área, espero que provavelmente antes (risos)

xMagox

E o que já existe gravado?

João

Tem uns vídeos de ensaio, que inclusive eu tenho que por na net só pra dar aquele gostinho haha

xMagox

Não, não: falo de material velho, só aquele cd que “todo mundo” tem?

Furaxxx

Por enquanto só aquele cd. Ainda não pensamos muito no que fazer futuramente com o que já gravamos. Se relançamos ou não, se fica só na net… Estamos mais focados mesmo nas novas coisas que estamos fazendo para lançar futuramente.

João

De coisa regravada e, pode-se dizer, lançada só o nossa demo que tem cara de cd, pela quantidade de músicas que tá rolando aí na net. E fazendo um merchã tem ela física também, quem quiser comprar custa cinco dinheiros do Brasil.

(Você pode comprar na U&R Recs)

xMagox

Falando de show: vocês já deram um rolé pelo NE; pretendem dar outra voltar por aqui ou pretendem andar por outras partes desse brasilzão?

Furaxxx

Véi, foi muito prazeroso e cansativo essa tour que agente fez. Nos rendeu amizades, show legais, passeios incríveis e dores de barrigas fenomenais. Tava conversando com Diego ontem sobre isso, ele voltou de Brasília ontem, simplesmente ele disse que a galera lá no sul adora, ama, idolatra sei lá. Sei que os caras piram e muito no som da gente, eu fiquei chocado nem acreditei (risos) Depois disso acho que é o mínimo que podemos fazer, sei lá, desce e ver a insanidade sudestina, sulista e centro-oestina (risos)

xMagox

Já pensaram em alguma data pra isso, alguma coisa já está sendo acertada?

Furaxxx

Ainda não sabemos. Eu trabalho, Jão estuda, Alan trabalha e estuda e Diego posta no twitter, joga play 2 e come. (risos) Teria que conciliar ai uma época em que todos possam se ausentar sem problemas. Mas creio que fique pro segundo semestre de 2011. Até porque por mim queria tocar em cidades que tocamos outra vez, como recife que pra mim foi o show mais insano do todos contra um; Salvador que toquei morgado porque estava com problemas ai, mas é uma cidade foda, de bandas fodas e pessoas mais fodas ainda.

João

Bem, sobre os shows, vamos lá: cansa só de lembrar, como se fossem muitos. (risos) Mas pra o nosso tempo de banda eu considero até suficiente, em natal até agora foram uns seis, acho, teve um num interior daqui, Caicó, e essa Tour infernalmente fuderosa, que foi muito satisfatória. Tocar em cidades diferentes, conhecer pessoas diferentes, sentir a galera curtir o show diferente em cada lugar. São experiências que ajudam a banda a saber o que fazer no próximo show. E assim, pragente essa tour pelo nordeste foi muito importante.

xMagox

Mudando um pouco de assunto: boa parte, se não todas, as composições da banda possuem um perfil politizado. Bem, eu sei que existem algumas diferenças ideológicas entre os membros da mesma, como vocês lidam com isso na hora de compor, há por exemplo “assuntos proibidos” ?

João

Assim, a diferença que mais deveria ser contrastante é o fato religioso, mas pra mim isso não é problema, é até solução no caso de algumas pessoas. No entanto essa diferença religiosa, ou até da falta de religião de 75% da banda não interfere em nada na hora de compor, Relativo a isso considero até bom porque a gente não vai ferir a crença dos outros e essas coisas. Só pra finalizar sobre isso, Alan que é católico e não eu como todo mundo acha (risos). Tem outra coisa também que é o fato do Diego e do Fura serem Straight Edges e Alan ser mais drug free que eu, muito mais até, Eu já fui um tempo da minha vida, mas não consegui aguentar muito e fui levado para o lado negro da vida. Mas isso também não influencia, eu até acho importante falar sobre isso, porque como já tive as mesmas idéias, e são idéias que fazem total sentido, mesmo que eu não esteja praticando são ensinamentos que eu nunca vou deixar de lado, torna-se mais fácil entender e falar sobre o assunto.

xMagox

Uma das questões que mais me inquieta no punk/hardcore é a apatia do público diante do discurso politizado das bandas, sem mencionar o discurso “lugar comum” de boa parte delas; como vcs lidam com o público, se sentem falando com as paredes as vezes?

Furaxxx

Com abraços e beijos! (risos) Mas já sentimos isso sim. Pelo menos eu senti algumas vezes tocando aqui em natal. Acho que meio que há um comodismo de muita gente em não estar nem ai pra o que acontece no mundo e vejo isso direto aqui. Já teve show que eu fiquei agoniado porque tinha gente que não queria ver a gente e ficou xingando Diego porque ele tava falando. Minha vontade era quebrar a guitarra na cabeça de um desse. Véi, se não gosta não veja, fique lá atrás bebendo, conversando. Xingar banda porque você não gosta não tem nada a ver. Mas é aquilo, quem não gosta eu não dou a mínima e quem gosta fico muito feliz quando vem falar com agente. Fico rindo feliz demais lembrando depois em casa, assim; sozinho. (risos)

João

Cara, a principio teve uma experiência bem legal com publico quando a gente lançou as musicas. Na comunidade do orkut rolou um tópico pra comentar as letras, algo do tipo, e a galera falou que curtiu e tal. Na real, acho que foi um cara só, não lembro direito. Mas foi algo que me fez sentir bem satisfeito. E nos shows às vezes rola aquele desinteresse da galera, mas eu sei que sempre tem uns 2, 3, 5 prestando atenção no que a banda tá fazendo em cima do palco, até porque eu sou “o público” pra outras bandas também.

xMagox

Falando em público: apesar de já ter colado algumas vezes ai: como é a cena em Natal… quem faz a coisa acontecer quem aparece nos shows etc?

Furaxxx

Jão responde essa melhor, porque ele sai mais que eu e tá mais ligado nisso, embora eu esteja, ele saca mais.

João

A galera da cena daqui, pelo menos pela minha análise, que eu dou rolés totalmente variados, desde a época que eu comecei a ir pra show na ribeira, que é o “pólo do underground” aqui, no fim de 2005, eu sinto que as coisas tão melhorando e muito até. Hoje tem mais gente pra fazer os rolés, mesmo que as bandas às vezes não sejam as que a gente quer ver, mas dá pra saber que tem uma boa intenção e que já é um movimento legal. A galera tá mais interessada em ir nos shows, mas claro que ainda há aqueles rolés meio furados que não dá pra evitar, as vezes banda toca pra quase ninguém, mas isso é normal, o negocio é saber conviver. Pra citar nomes da galera que faz os rolés eu acho que não é preciso, até porque eu posso esquecer alguém importante, ou não. Mas voltando-se um pouco mais pro HC e coisas do tipo a gente precisa de um upgrade, fazer um evento só nesse tipo de som rola quando tem banda de fora ou quando é de graça. E ainda mais: cedo, porque transporte público de madrugada aqui faz a galera ficar em casa. Eu ainda sinto que em dois anos, ou menos, esse lado mais revoltado do rock vai mudar, assim como a mente do pessoal, que ao meu ver já está mudando, em relação a prestigiar mais as bandas locais.

xMagox

Bem, essa foi a última. Nós do elo coletivo curtimos bastante ai vocês. Quem sabe um dia a gente não organiza alguma coisa, quem sabe essa tour ai. Falem aquelas coisas legais de se falar em fim de entrevista e tal.

ps: Aquela pizza vegan Fura?

Furaxxx

(risos)

Pow, valeu pelo espaço, não sei muito bem o que falar, mas queria mandar um salve ai pros truta de Maria Farinha. É nois! Quase 10 anos de amizade que a distância não separou ta ligado!? E é nois e Pelo Sport Tudo! Ah e a pizza, quando você vier agente vai lá rasgar o estomago (risos)

pode deixar.

João

Eu, e os caras também, só temos a agradecer a vocês, não apenas como blog, mas como pessoas e brothers também, pela consideração e o interesse em perder esse tempo entrevistando esses sem futuro que vos responderam. E sobre esse show aí, pelo o que eu vi dá vez que a gente tocou aí, quem dá o show são vocês (bem J Quest isso), essa galera insana de recife. E acho que é só, espero que o blog tenha um futuro promissor não entrevistando mais a gente, isso vai ser bom pra vocês (risos). Mas é isso aí, brigadão mais uma vez, tudo e bom e muito black metal pra todo mundo!

Read Full Post »

Older Posts »