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Posts Tagged ‘Plastic Fire’

A Última Cidade Livre

Sexta Feira dia 14 ocorre mais um evento organizado pelo coletivo, juntamente com alguns parceiros. Sim, depois de um longo tempo nós estamos voltando.

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Mais uma da série de dicas sobre o que ouvir que nós, do Elo Coletivo, estamos propondo para que alguns roqueiros dêem a vocês, leitores do blog. Dessa vez, conversamos com Daniel Avelar, guitarrista da banda carioca Plastic Fire sobre os sons que ele anda ouvindo. Pra quem não conhece, a Plastic Fire existe desde 2006 e está com seu novo CD prestes a ser lançado. Sem contar que em Janeiro/2011 a banda estará pisando em solos nordestinos em sua primeira tour. E pra dar um gostinho de quero mais, os caras lançaram, há alguns dias, o single “O Preço de Ser Impessoal” que pode ser baixado gratuitamente.

Portanto, segue a lista dos últimos discos mais ouvidos pelo Daniel:

Lowtalker – People Worry About Everything (2010)

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Banda nova formada por membros do  Misery Signals e Comeback Kid. O som é bom d+! Se você gosta de Polar Bear Club, Hot Water Music que nem eu, baixe agora!

Shai Hulud -That Within Blood III – Tempered (2003)

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Banda sensional que o falecido (e único) Colligere teve a idéia de, digamos “chupar”! Melódia, técnica e peso tudo junto!

Chuva Negra – Terapia (2010)

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Bom, eu e a metade da torcida do Flamengo, estamos viciados no som dos caras né rs! Pq é bom, e ponto final!!! Se você não gostou, bom sujeito VOCÊ não é! Sinceridade, Melodia e LETRA! Grandes (grandes mesmo) amigos, ótimas pessoas, uma linda banda!!! Melhor CD do ano, até agora, na minha humildade opinão!

Twinpine(s) – Niagara Falls (2010)

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Tive o prazer de tocar com essa banda, em umas das passagens do Plastic Fire, esse ano em SP! Na ocasião, eles abriram a noite, e cai de cara com o show, com o som, com tudo!
Umas das boas revalações desse ano!

Bodyjar – Bodyjar (2005)

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Sempre escutei falar muito bem dessa banda, mais sempre tive preguiça de baixar! Devido aos bons argumentos do amigo Helinho (ex Food4life, atual Questions), procurei + sobre a mesma! O som é muito bom, aliás, tem bastante coisa boa do outro lado do mapa! Um ”viva” a Austrália!

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No dia 28/05/2010 o Iraq gritava ao som de Pólvora, Dialeto e outras: primeiro show organizado pelo Elo Coletivo, com uma força dos nossos amigos do Coletivo HR. Tour Nordeste da banda carioca Zander. Banda essa, que já começou com certa projeção devido os seus membros serem figuras carimbadas da cena hardcore nacional.

Com apenas pouco mais de 1 ano de banda, 2 discos lançados e muita história pra contar, conversamos com o Léo Mitchell, baterista, sobre projetos futuros, turnê, CD novo, e diversos outros assuntos. O resultado vocês conferem à seguir.

Elo – Quando se fala em Zander, a primeira coisa que se remete é ao Noção de Nada e Dead Fish por que o Bill e o Phill integram ou integraram essas bandas. Porém, não menos importantes, os demais integrantes da banda fizeram ou fazem parte de outros projetos. Falem sobre esses outros projetos, qual a importância deles e o que acham dessa alusão?

Léo Mitchell – Acho bacana a galera que se interessa em ouvir os outros projetos de uma banda, assim como eu sempre fiz com bandas que eu gostei. Todas essas bandas e projetos tiveram um papel importante na vida de cada um e isso é o que importa de verdade. Marcelo tocou muitos anos na A Sangue Frio. Acho que vale falar também da Yun Fat, Jonas e Hoje Você Morre. Foram bandas que ele tocou que eu gostei. A primeira banda que tive com ele foi a Viver Mata. O Sanfona tocou no Dirty Shoes (ele é o cabeludo na foto do encarte do disco), no Discoteque (junto com o Bil), Nipshot e no Noção de Nada. Sanfona participou ativamente da ultima formação do Noção. Gravou o Sem Gelo e fez todos os shows divulgando o disco até o ultimo show da banda. Tocamos juntos como back up band do Malni até o final do ano passado. Bil tocou no Melissa que fez uma fita demo que ouvi muito quando moleque. Antes de me mudar pro Rio eu tinha gravado dois EPs com o Zackarias Nepomuceno.

Elo – O primeiro disco da banda [Em Construção] foi lançado em SMD. Qual a experiência da banda com esse material? O próximo CD vai sair no mesmo formato?

Léo MitchellO SMD é uma puta idéia pra um EP. Eh bem feito, relativamente fácil de fazer e barato. Só precisa de disposição e um pouco de grana. Foi a melhor opção pro EM CONSTRUÇÃO. O JÁ FAZ ALGUM TEMPO só não saiu em SMD pq estávamos realmente com a grana curta. O próximo é um discão com 11 musicas. Leo Vilas fez uma arte arrebenteira e resolvemos prensar um disco como nos velhos tempos. Vai sair pela MANIFESTO DISCOS.

Elo – No começo desse ano vocês fizeram uma turnê aqui pelo nordeste, inclusive nós, do Elo Coletivo, que organizamos as coisas aqui por Recife. O que acharam daqui, qual a impressão que tiveram e principalmente: pretendem retornar para divulgação do próximo trabalho?

Léo Mitchell – Pretendo retornar sempre. Já tenho muita historia pra contar daí e guardo elas com bastante carinho.

Dessa ultima vez, um pouco antes de chegarmos a Maceió, paramos pra tirar água do joelho e me informaram que seria mais rápido se pegássemos a estrada pela praia em direção a Recife. Eu tava sem carteira de motorista e era minha vez de ser o motora. Ainda abri uma cerva e fui pro volante feliz achando que chegaria logo logo. Resultado, a estrada era pior e mais demorada e foi culpa minha chegarmos em cima da hora no show (foi mal aê). Mas o show não poderia ter sido melhor. Foi o primeiro da tour e todo mundo tava bem animado. A recepção da galera e a atenção de vocês do Elo Coletivo foram 100%. Aquela festa depois do show que rolou o Matalanamão foi doida demais. E o café da manhã no dia seguinte foi o meu melhor café da manhã do ano até o presente momento.

Elo – Na internet rola um mini documentário sobre a história da banda, já saiu também um teaser sobre a tour na região sul. Vai rolar também alguma coisa parecida da tour aqui no NE?

Léo Mitchell – Tentamos sempre registrar tudo. No caso da tour no Sul desse ano e a do NE o grande Venâncio Filho (@kindacore) acompanhou a gente nessa função de amigo / fotografo / camera man / e outras coisas mais. Então tem muito material com ele do NE e espero que ele consiga um dia, se o trampo dele permitir, editar tudo isso. Quem sabe mais pra frente não tiramos um tempo pra editar tudo e lançar um DVD dessas tourz.

Elo – Como é a frequência de ensaios/ produção/ shows da banda, já que o Phill não mora no RJ?

Léo MitchellOs ensaios e shows rolam naturalmente. A maioria sem o Phil. Infelizmente faz tempo que não temos o Phil junto. Mas é uma questão de agenda e compromissos. Por enquanto vamos tocando, ensaiando e gravando sem ele e assim que pintar uma oportunidade com ele certamente vamos nos divertir pra valer.

Elo – (Gustavo) Li uma resenha, ou coisa que o valha, sobre vocês, e a pessoa que escrevia caracterizou a banda como um ‘mosaico sonoro’. Como vocês definem o som que a Zander faz?

Léo Mitchell – O som é rock. As vezes da vontade de fazer algo mais pesado, as vezes algo mais rápido, as vezes algo mais brasileiro, as vezes canções e baladas. Mas é tudo rock no final. O que não muda é a atitude do it yourself e o grande foda-se pra tudo que ficar atrapalhando no caminho.

Elo – Quais os novos projetos da banda? O que planejam para o futuro?

Léo Mitchell – Acabamos de gravar o disco novo, o BRASA. O lançamento virtual vai ser dia 15 agora de Setembro no Trama Virtual. Em Outubro vai rolar os lançamentos aqui no Sudeste. A idéia é conseguir rodar bastante com o disco novo até o final do ano.

Elo – (xMagox) É inegável a transformação do cenário musical e cultural como um todo a partir do impacto causado pela internet, como a Zander faz uso dessas ferramentas? O que vocês enxergam de retorno disso?

Léo Mitchell – Resolvemos grande parte de tudo através da Internet. Shows, contato com a galera que acompanha a banda, divulgação de trampos novos, venda de merch. Enfim, usamos pra caralho a Internet. Eu fico feliz que a Internet existe e que quase tudo que fazemos nela é gratuito. Se não fosse de graça teríamos que achar algum outro jeito de fazer as coisas. Talvez o mundo fosse melhor sem a Internet. Mas isso já é papo de outra pergunta.

Elo – (Gustavo) Se puder e/ou quiser, indique alguma banda nova nacional que, na sua opinião, mereça ser ouvida.

Léo Mitchell – Indico o Plastic Fire, o Avec Silenzi, e o StripClub. São bandas que eu acompanho de perto aqui no SUPERFUZZ e posso dizer que são bandas de verdade.

Elo – O que você acha do atual momento do rock nacional? Tanto com relação as novas bandas e qualidade das mesmas. Quanto a estrutura de shows [se melhorou], o pagamento de cachê, etc.

Léo Mitchell – Vou falar do atual momento do rock “underground” nacional que eu vivo. Porque sei que existem outros undergrounds. Mas o que eu circulo ainda é difícil pra caralho de se manter. É mó trabalheira do caralho, é muita correria. E se você bobear sua noite vai pro caralho e fica aquele gosto de tempo perdido na boca. Por isso meu amigo, tem que ralar muito pra deixar o mundo mais parecido com aquela idéia na sua cabeça. Mas não tenho do que reclamar. To feliz pra caralho com tudo.

Elo – (xMagox) Além da banda de do Superfuzz que é mais conhecidinho, com o que mais os membros do Zander são, ou já foram, envolvidos: zines, distros ,coletivos?

Léo Mitchell – Alem do estúdio SUPERFUZZ, temos a MANIFESTO DISCOS que é um selo / loja virtual que esta crescendo aos poucos e com novos lançamentos já engatilhados.

Elo – Valeu! É sempre bom conversar com pessoas que de certa forma servem de referência para tudo o que acreditamos e além de tudo nos ajudaram a ser quem somos. Esperamos vocês em breve por aqui novamente. Pode falar o que quiser, o espaço é seu…

Léo Mitchell – Valeu demais o espaço aqui!  Espero vê-los em breve também! Grande abraço!

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